Yes, We Did! No dia da Vitória do Primeiro Presidente Afro-americano dos E.U.A. as palavras de Walt Whitman parecem talhadas à medida:
"Sou do velho e do jovem, do idiota e do sábio igualmente, Descuidado dos outros mas sempre cuidadoso com os outros, Maternal e paternal, criança e homem, Feito de matéria bruta e feito de matéria delicada, Cidadão da Nação e de muitas nações, a menor semelhante à maior, Homem do Sul e homem do Norte, lavrador indolente e hospitaleiro à beira do Oceano onde vivo, Um ianque a caminho do seu comércio, com as minhas articulações que são as mais flexíveis da Terra e as mais sólidas da Terra, Um homem do Kentucky indo pelo vale do Elkhorn com as minhas polainas de camurça, um homem da Louisiana ou da Georgia, Um barqueiro nos lagos, nas baías ou ao longo das costas, um nativo de Indiana, Wisconsin, Ohio; Em casa com raquetas canadienses, lá em cima no mato ou com os pescadores da Terra Nova, Em casa na frota dos barcos de gelo, navegando e mudando o rumo com todos os outros, Em casa nas colinas de Vermont ou nos bosques do Maine, ou no rancho do Texas, Camarada dos californianos, camarada dos homens livres do Noroeste (amando a sua corpulência), Camarada dos jangadeiros e dos carvoeiros, camarada de todos os que apertam as mãos e convidam a beber e a comer, Aprendendo com os mais simples, ensinando os mais sábios, Um noviço, embora experiente de miríades de estações, Sou de todas as raças e de todas as castas, de todas as classes e religiões, Agricultor, mecânico, artista, cavalheiro, marinheiro, quacre, Prisioneiro, vivencialista, vadio, advogado, médico, padre.
Resisto a tudo o que for melhor do que a minha própria diversidade, Aspiro o ar mas deixo-o em abundância atrás de mim, E não me vanglorio, e ocupo o meu lugar.
(A traça e os ovos de peixe ocupam o seu lugar, Os sóis resplandecentes que vejo e os escuros sóis que não consigo ver ocupam os seu lugar, o palpável ocupa o seu lugar e o impalpável ocupa o seu lugar)."
Walt Whitman, XVI, Canto de Mim Mesmo, tradução de José Agostinho Baptista
"(...)E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais. Seu olhar tem a medonha dor de um demónio que sonha, E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão mais e mais, E minh'alma dessa sombra, que no chão há mais e mais, Libertar-se-á... nunca mais!"
Edgar Allan Poe, O Corvo, tradução de Fernando Pessoa
O Halloween da Cuca!!! (Apesar de não ser uma tradição nossa, a influência da Escolinha e dos pares foi mais forte... e estava uma bruxinha toda orgulhosa!!)
"(...)Entre a ideia E a realidade Entre o movimento E o acto Cai a sombra
Pois Vosso é o Reino (...)"
T. S. Eliot, V, Quarta-feira de Cinzas, Tradução de João Paulo Feliciano
A Ruivinha tem uma cara "recheada" de algodão, cabelo de linha, vermelha, laranja e castanha, atado com duas contas amarelas; tem olhos móveis e nariz de missanga e as pestanas e boca são bordadas.
Homenagem da Cuca ao Argus cá de casa. Foi feito num guardanapo de café (daqueles que dizem bom apetite e obrigado) e envernizado com purpurinas. Parece que o bicho assentou arrais no meio do mar!!
A Cons foi oferecida à Cuca pelos seus cinco anos. Foi de imediato baptizada e adorada. É de tecido 100% algodão, de uma t-shirt velha do pai, com cabelos de feltro amarelo recortado e vestido de tecido (o tal recorrente do congo) debruado a azul e finalizado por bordado inglês com fita de cetim. Tem calçado de meias velhas com atacadores de fio. Missangas por olhos e um vidrilho vermelho por boca, compôem a sua carita. A Cons é "recheada" de bolinhas de esferovite o que a torna muito maleável.