9.4.09

Mr. Spots is a very funny looking creature...


Boneco de flanela branca, enchido a baeta de algodão, com mãos, pés e aplicações (apostas a ponto de festão separado) em feltro verde ácido, beije e castanho.

Nas aplicações de bolinhas do corpo tem, nas bolas maiores, botões brancos, bem como um botão de madeira no pescoço e botões forrados um no topo da cabeça, outro na boca. A cabeça é moldada a cinco gomos.

Mr Spots mede cerca de 40 cm.




7.4.09

Mommy's stash, take two


Uma visita às origens dá, entre muitas outras coisas (todas boas) para fazer uma reciclagem às sobras - entre lisos e estampados - da minha mãe...

4.4.09

Pin "menina C."


Pin em linho cru, bordado a linha de algodão em tons de castanho, salmão, vermelho, rosa, branco e amarelo a ponto de cadeia.

...depois de andar a fazer pins para toda a gente, a Cuquinha achou que não seria justo não ter o dela, que claro, teria de ser com a sua carinha (!!!)

3.4.09

Pin "eu amo o teatro"



Pins em tecido de algodão, violeta, púrpura, amarelo e vermelho, bordados a linha de algodão branca, amarela, vermelha, castanha e roxa em pontos de cadeia e corrido, forrados a esponja.
A parte de trás é aposta a ponto de festão separado na respectiva cor do tecido.


Pin "Amazing performance"



Pin em tecido de sarja de algodão, bordado a linha de algodão castanha, laranja e amarela, em ponto de cadeia e ponto corrido.

...para Ulisses, pelo seu "desafio brutal"!!!!

31.3.09

Mommy's stash

Uma prendinha da mommy para a panóplia...

...não são tão british country side?

... e estes são adoravelmente delicados... basta olhá-los para ficar com ideias!

Doce soninho


...hoje tenho uma pequena, grande companhia... ainda que atormentada pelo monstro da amigdalite...

30.3.09

Seaweed III- the tail


Finalmente completa, ondulante e maleavel (com interior revestido a baeta de algodão). A cauda é feita a ponto alto com linha de algodão matizada em tom mais escuro do que o do cabelo.

E ao fazê-la fui-me lembrando da Novidade de Gilberto Gil:

A novidade veio dar à praia,
na qualidade rara de Sereia
metade busto de uma deusa Maia,
metade um grande rabo de baleia;
a novidade era o máximo do paradoxo,
estendido na areia,
alguns a desejar seus beijos de deusa,
outros a desejar seu rabo p'rá ceia.
Oh, mundo tão desigual, tudo é tão desigual
Oh, de um lado esse carnaval, do outro a fome total.
E a novidade seria um sonho,
o milagre risonho da Sereia,
virava um pesadelo tão medonho,
ali naquela praia, ali na areia;
a novidade era a guerra
entre o feliz poeta e o esfomeado,
estraçalhando uma Sereia bonita,
despedaçando sonho p'ra cada lado.
Oh, mundo tão desigual,
tudo é tão desigual...

27.3.09

Teatro


Ante-estreia a 4 de Abril... no teatro Aveirense, pelas 16:30h, "Visita Encenada", uma criação de Rui M. Silva e David Q.

bilheteira@teatroaveirense.pt

26.3.09

Seaweed II - the body



A minha Sereia vai tomando forma...

25.3.09

Seaweed...



Cabeça de boneca em Crochet, com malha alta, em algodão branco sujo, com cabelos em cordão simples, em linha de algodão mesclada a tons de verde. O brilho dos olhos é dado por lantejoula branca e, tanto estes como a boca, são em feltro, apostos a ponto de festão separado.


... ela própria tem indicado a caminho a seguir... para já, parece que vai ser uma sereia, não?

24.3.09

Saco Japonês


Saco de alça dupla, com fecho de correr, em tecido de algodão verde marinho, lilás e rosa e seda japonesa estampada.

E um Haiku para condizer:

Pirilampos
Sobre o espelho da ribeira.
Dupla barragem de luz

Herberto Helder, Quinze Haikus Japoneses, O Bebedor Nocturno, poemas mudados para português, Poesia Toda, 1996

23.3.09

Adoro SCONES


Adoro Scones porque sou naturalmente gulosa, porque não passo sem pão e porque, como tem quase nenhum açucar são bons para a Cuca. A maior parte das receitas de Scones tem ovo na sua constituição, o que é uma enorme corruptela em relação à receita e finalidade originais: os Scones são destinados a servir ao lanche como um género de pão mais delicado, servidos com manteiga ou lemmon curd e acompanhados de chá... (e, talvez, um "farrapinho" de leite!!)

Esta é a receita original, oferecida por uma generosa, provecta e orgulhosa cidadã britânica:

Ingredientes:

. farinha com fermento ----- 225 gr.
. fermento -------------------- 1 colher de chá rasa
. manteiga -------------------- 50 gr.
. açucar ----------------------- 20 gr.
. leite ------------------------- 125 ml.
. limão ------------------------ 4 a 5 gotas
. baunilha (opcional) ------- -uma pitada

Confecção:

Misturar a farinha com o fermento ; juntar a manteiga fria aos pedaços; trabalhar rapidamente com as mãos até ficar um género de areia fininha; juntar o açucar (se se optar pela baunilha, coloca-se agora, com o açucar) e mexer bem.
Ao leite acrescentar as gotas de limão e só depois à farinha, com auxílio de uma faca; trabalhar, então, com as mãos até ficar ligado. Talhar biscoitos de cerca de 5 cm de diametro e cozer em forno a 220º, num tabuleiro forrado a papel de alumínio, mais ou menos 15 minutos.

Tentar não devorá-los todos ainda quentes, porque frios também são bons e conservam-se lindamente se bem acondicionados!!

Feira das Velharias



Descoberto ontem, na feira das velharias, em Aveiro, pela módica quantia de €2. "O meu 2º. Livro de Lavores", da Verbo, 1972, com um grafismo que não nega a sua idade mas com algumas novidades (pelo menos para mim...) como estas "máquinas" de fazer flores de lã ou linha:

21.3.09

Poesia



[xvii]

in time of daffodils (who know
the goal of living is to grow)
forgetting why, remember how

in time of lilacs who proclaim
the aim of waking is to dream,
remember so (forgetting seem)

in time of roses (who amaze
our now and here paradise)
forgetting if, remember yes

in time of all sweet things beyond
whatever mind may comprehend,
remember seek (forgetting find)

and in a mystery to be
(when time from time shell set us free)
forgetting me, remember me


e.e. cummings, xix poems

20.3.09

Sweet Spring, thou turn'st



"Sweet Spring, thou turn'st with all thy goodly train,
thy head with flames, thy mantle bright with flow'rs:
The zephyrs curl the green locks of the plain,
The clouds for joy in pearls weep down their show'rs.
(...)"

William Drummond of Hawthornden, 1585-1649, English Verse, volume II, Chosen and edited by W. Peacock


Chegou a Primavera!