Conjunto de cerca de trinta e cinco diferentes tecidos de origem Africana (Congo), generosamente oferecidos à panóplia! São tecidos com mais de trinta anos, ainda que maravilhosamente preservados. Em baixo, alguns em pormenor:
Hoje às 14:23 faz seis anos que a Cuca nasceu, era então um domingo de Carnaval. Esta foi a sua primeira prenda (escolhida por ela), que iluminou a sua carinha...
A branco, laranja, vermelho e debruados a castanho, mini quadrados afegãos com flor de quatro cachos cercada a malha alta. Os nove quadrados são juntos a pesponto simples e cercados, novamente, a malha alta. Também se pode fazer Patchwork de Crochet!
Os pequenos piolhos sempre activos e a requerer actividade não permitem mães ocupadas com outra coisa que não seja eles próprios... pelo menos por aqui assim foi... entre livros, filmes e passeios (até uma limpeza de vidros, já em desespero de imaginação!!) se passaram as mini férias do Carnaval. Mesmo assim, ainda deu para perceber com se fazem estas rosetas... A branco, cachos de malhas triplas, dentro de um circulo de malha alta. A cinzento, Ponto de Écailles (aprendi na Encyclopédie des Ouvrages des Dames, -ver livros- daí o nome em Françês - a tradução será ponto de Escama de peixe ou de Concha - não sei qual o usado em português...). Também dá para fazer a direito, sendo que a malha será mais laça.
A Cuca com a sua fantasia já pronta... na escolinha colocará a máscara de borboleta que foi lá confeccionada... e vão todos desfilar pela cidade!!
Mistérios da Escrita
Escrevi a palavra flor. Um girassol nasceu no deserto de papel. Era um girassol como é um girassol. Endireitou o caule, sacudiu as pétalas e perfumou o ar. Voltou a cabeça à procura do Sol e deixou cair dois grãos de pólen sobre a mesa. Depois cresceu até ficar com a ponta de uma pétala fora da Natureza.
Quem, com ou sem máquina fotográfica, resiste, honestamente, às cores de um Pôr do Sol? Eu confesso que não... e o meu personal Argus também parece atento!!!
Na sexta-feira, a escolinha da Cuca vai fazer um desfile de Carnaval, no qual as crianças levam os disfarces que fizeram em casa coma ajuda dos pais. O tema é livre e a imaginação é o limite. A Cuca escolheu fazer uma flor para colocar à volta do pescoço e folhas para a cintura (será ela o caule). Este é o esqueleto da coisa, reforçado a jornal e cola de madeira.
Eis as pétalas e folhas já pintadas (a acrílico) a seu gosto... fica a faltar umas pintinhas brancas que esta "espécie", em particular, possui. Amanhã é só usar!!
Com a aparição do sol as cores avivaram-se e deram inspiração a este início de qualquer coisa... para já, são 24 blocos de quadrados cercados... em tecido de algodão de cores sólidas intercalados com estampado.
Almofada bordada, com folhas soltas, a Ponto de Cadeia, em linha de algodão matizada em tons vermelhos; cercadura das folhas feita a pesponto simples em linha de algodão vermelha e branca.
De um abat-jour que tapava demasiado a luz, suscitando muitas queixas, a Cuca e o pai sugeriram que se fizesse uns "buraquinhos", tipo queijo suiço, para deixar a luz respirar... o resultado é este, um abat-jour suiço. Os buraquinhos são "caseados" a Ponto de Festão unido, em linha de algodão branco pérola...
Domingos de chuva, cores tristes? Pega-se num novelo de linha colorida e pinta-se (cose-se!) um mundo melhor. A Cuca estava tão compenetrada que nem deu pela observação!!
Abro a caixa do inverno. Tiro os ventos, as rajadas de chuva, os bancos de neve de onde fugiram todos os pássaros. Desenrolo à minha frente os pântanos do inverno. Ando à volta deles para desentorpecer as pernas; sacudo o frio das mãos; limpo a chuva que se me colou aos cabelos. Depois volto a lançar os dados -e avanço até à primavera.