8.3.10

Dia internacional da Mulher


Audrey Hepburn, Breakfast at Tiffany's, Blake Edwards, 1961


Josette Day, La Belle et la Bête, Jean Cocteau, 1946


É por ti que escrevo que não és musa nem deusa
mas a mulher do meu horizonte
na imperfeição e na incoincidência do dia-a-dia
Por ti desejo o sossego oval
em que possas identificar-te na limpidez de um centro
em que a felicidade se revele com um jardim branco
onde reconheças a dália da tua identidade azul
É porque amo a cálida formosura do teu torso
a latitude pura da tua fronte
o teu olhar de água iluminada
o teu sorriso solar
é porque sem ti não conhecia o girassol do horizonte
nem a túmida integridade do trigo
que eu procuro as palavras fragrantes de um oásis
para a oferenda do meu sangue inquieto
onde pressinto a vermelha trajectória de um sol
que quer resplandecer em largas planícies
sulcado por um tranquilo rio sumptuoso

António Ramos Rosa, É por ti que escrevo que não és musa nem deusa, O teu Rosto, 1994

Por todas as mulheres do Mundo...

5.3.10

Ananás style






Em linha de algodão cru, cinza, vermelho, azuis e laranja, encimado por borla, eis o resultado da minha aprendizagem do Ponto de Ananás; o resultado é tactilmente agradável: os pequenos ananases ficam maciços e fofos ao mesmo tempo. O Gorro é finalizado por uma carreira em Ponto alto e outra em Ponto raso.

4.3.10

Ananás




Depois de muitas (MUITAS!!!) tentativas frustradas consegui finalmente perceber a mecânica do Ponto de Ananás. Não teria conseguido sem a ajuda preciosa e clara destes dois livros aqui e aqui.

3.3.10

Uma casinha para guardar






A Cuca queixou-se-me da falta de abrigo apropriado para algumas das suas "amigas" mais pequenas. Resolvi fazer-lhe a casinha-saco com a dupla função de guarda e passeio. É inteiramente revestida a dracalon (alças incluídas) o que faz com que arme e seja, simultaneamente, fofinha. Tem janelas, porta, chaminé e árvore em tecidos variados, acolchoados e apostos a Ponto de festão separado nas faces da casinha; a base é forrada, para reforço e protecção, por um género de sarja verde (não se nota tanto o sujo quanto no branco!!); os restantes motivos são bordados em linha de algodão a Ponto de Cadeia e Atrás com a excepção das flores que são contas de madeira cosidas. É fechada com botão e aselha em bride. Tem, por motivos lúdicos e decorativos, uma núvem de feltro bordada com mobilidade suficiente (está pendurada numa das alças) para se poder colocar em qualquer das faces do telhado. A casinha está inteiramente forrada a tecido de algodão com padrão florido e pode ser reversível.
Apetece lá viver, não?

2.3.10

À sete anos...


...no dia dois do três de dois mil e três, às duas e trinta da tarde de domingo...
nasceste-me!

1.3.10

Little man







O pequeno homem foi criado a partir de agulhas de tricot nº 5, lã de arraiolos e "recheio" de dracalon. Foi a primeira incursão nos bonecos de tricot e, apesar de desproporcionado, para a próxima (?!?!) já sei como fazer para corrigir o corpo tão pequeno em relação aos membros. Mas gosto particularmente dos pés e dos pormenorzinhos: orelhas, umbigo, dedos e... do seu ar expectante!

26.2.10

...mais quatro, dezasseis!


#13

#14

#15

#16


O Conjunto das dezasseis criaturas marinhas está completo: são feitas em tecido de algodão impresso recortado e cambraia, debruados a Ponto de Festão separado com linha de algodão e tem recheio de dracalon.

25.2.10

e quatro, doze...


#9

#10

#11

#12
.... com tantos dias a meter água o truque é pensar nela como algo agradável, como a morada dos meus peixinhos... amanhã há mais!

24.2.10

...e quatro são oito


#5

#6

#7

#8

E vão a caminho das mãozinhas de um menino que gosta muito do mar!

23.2.10

4 Peixes


#1

#2

#3

#4

Fundo do Mar

No fundo do mar há brancos pavores
Onde as plantas são animais
E os animais são flores.

Mundo silencioso que não atinge
A agitação das ondas.
Abrem-se rindo conchas redondas,
Baloiça o cavalo-marinho.
Um polvo avança
No desalinho
Dos seus mil braços,
Uma flor dança,
Sem ruído vibram os espaços.

Sobre a areia o tempo poisa
Leve como um lenço.

Mas por mais bela que seja cada coisa
Tem um monstro em si suspenso.


Sophia de Mello Breyner Andresen

22.2.10

9







Enquanto espero por Alice, deliciei-me com esta produção do Tim Burton e fabulosa realização de Shane Acker (Canadá) de 2009. A música está a cargo de Danny Elfman. 9 é uma lição acerca da procura, do medo e da esperança. Lindíssimo a todos os níveis!

19.2.10

Pussy-cat

"Pussy-cat, pussy-cat, where have you been?
I've been up to London to look at the queen.
Pussy-cat, pussy-cat, what did you there?
I frighten'd a little mouse under a chair."

Mother Goose, Old Nursery Rhimes









Bolsa para lápis, em sarja grossa estampada, forrada a tecido de algodão castanho; tem dois gatos (comprados na retrosaria local) aplicados a Ponto de Festão separado e bordado a Ponto de Cadeia e Ponto atrás. O puxador do fecho tem uma conta de madeira pendurada em tecido de cambraia riscado.

18.2.10

Limões e... mais limões!

A generosidade fez com que, de repente, chovessem limões cá em casa; é óptimo, adoro limão, mas: o que fazer com "quatrocentos e sessenta mil" limões? Bom, é deitar mãos à obra para não deixar estragar um único destes bichos. Assim, e depois de lavados e esfregados em água quente (o calor potencia a extracção do sumo), uma porção de limões serve para



aproveitar o zesto, (tempero, chá de limão...) e o sumo (tempero, limonada...) e congelar;


e outra porção para coisas um pouco mais elaboradas. Numa versão salgada, Limões Marinados, para os quais é preciso:

-20 limões
-6 folhas de louro
-1 colher se sopa de mistura de pimentas em grão (ex. jamaica, rosa, preta)
-3 cabeças de cravinho
-1 colher de sopa de erva-doce
-1 colher de sopa de sal

A primeira coisa a fazer é preparar os frascos que depois de bem lavados se colocam em água a ferver e se retiram para repousar de boca para baixo, em pano limpo, até à sua utilização. Cortam-se os limões e retira-se-lhes o sumo, que se reserva. As metades dos limões são, então, cortadas em quatro e depois em oito e com elas forram-se o fundo do(s) frasco(s), calcando bem com a ajuda de um pilão, em camadas, intercalando especiarias e ervas, até o frasco estar quase completo, altura em que se rega tudo com o sumo do limão. Deve maturar cerca de um mês e dura até um ano.
As cascas de limão assim preparadas servem para aromatizar a comida e para embelezamento de pratos. Ficam especialmente bem com couscous e pratos apimentados.



E uma versão doce, Lemon Curd, que suponho, se chame Doce de Limão, em português.
O(s) frasco(s) devem ser preparados como acima referido. É preciso:

-raspa e sumo de 2 limões grandes
-250 gramas de açúcar amarelo
-50 gr. de manteiga
-2 ovos inteiros batidos

Mistura-se bem todos os ingredientes e leva-se a lume em banho-maria. Mantendo o lume baixo, deixa-se cozinhar, mexendo de quando em vez, até ficar com a espessura de um creme. "Enfrasca-se" ainda quente (depois de arrefecer engrossa um pouco mais).
É, normalmente, usado para recheios de bolos mas eu gosto dele com scones, tostas integrais ou mesmo torradas fininhas. Como sobremesa, fica delicioso como molho em gelado de baunilha (abra-se uma excepção às -multi- calorias).
Por causa do ovo não dura tanto como qualquer outro doce e deve ser mantido no frigorífico.



Claro que nada disto teria sido possível sem a ajuda preciosa da Cuca que pontuou cada momento desta morosa execução com a sua companhia e presteza! Bom, e umas lambidelas aqui e ali...

17.2.10

Carnaval dos Animais II



Girafa de pescoço curto (espécie raríssima) no pasto!

13.2.10

Carnaval dos Animais



Argos em estilo Afro!
(o animal não foi molestado no decurso da sessão fotográfica)