Botinhas de lã rosa, seguindo o modelo ensinado pela minha mãe, com agulhas circulares em Tricot de meia e liga. O cordão que as aperta é removível e em cordão de Crochet. Estão disponíveis na Loja.
Quem alguma vez recebeu alecrim pelo correio ponha o dedo no ar!
Serve este post para dar conta da estranheza e da alegria aromática que é receber este pedaço de vida silvestre através de tal instituição urbana e, também, para agradecer aos três intervenientes nesta pequena/grande surpresa!! O cheiro propaga-se pela casa toda...
Há imensas receitas de Xarém pela Net mas nenhuma igual ao Xarém que a minha mãe e a minha tia fazem, talvez porque o começassem a fazer em tempos em que não havia tudo o fazia falta e era necessário improvisar... Fi-lo pela primeira vez e, como correu tão bem, resolvi partilhar porque é uma experiência gastronómica incrível! Para a próxima acho que experimento um Xarém vegetariano...
É preciso, para duas pessoas:
-2 postas de peixe (eu usei pescada mas pode ser qualquer outro, a gosto) que se cozem com -uma pitada de sal -duas malaguetas reservando a água da cozedura.
Faz-se um refogado (preferencialmente em tacho de barro - não foi o meu caso!!) com -2 colheres de sopa de azeite -2 dentes de alho -1/2 pimento vermelho cortado aos cubinhos e reserva-se.
À água do peixe, já arrefecida, junta-se, em chuva, -6 colheres de sopa de sêmola de milho (também conhecido por carolo de milho) misturando bem.
Este preparado junta-se ao refogado anteriormente feito e, mexendo sempre, deixa-se a cozer em lume médio. A meio da cozedura (quando o grão começar a ficar menos duro) junta-se -miolo de camarão (ou camarão crescido).
O Xarém está pronto quando não se sentem os grãos de milho, ou seja, quando a papa uniformizar. Nessa altura acrescentam-se as postas do peixe desfiado ou cortado aos pedaços e finaliza-se com - um molhinho de coentros bem secos.
Eu não gosto de bivalves de espécie alguma mas podem acrescentar-se ao Xarém aquando da colocação dos camarões.
Depois, se fecharmos os olhos, sentimo-nos no Algarve, debaixo de algum alpendre a ouvir as cigarras...
E, de volta à rotina, uma encomenda para a Inês, que tem a mesma idade da Cuca!
Esta casinha é estruturalmente igual à anterior, com diferenças apenas em alguns apontamentos personalizados: nesta, as flores não são de madeira mas de Crochet, a relva não é em Ponto de Cadeia mas em fita de debruar, há uma borboleta bordada e uma tabuleta indicativa com o nome e um coelhinho a saltitar perto da árvore, também em Ponto de Cadeia e o tecido que forra a malinha é em tons de vermelho. O tecido que forma a copa da árvore é de um padrão diferente mas igualmente aplicado a Ponto de Festão separado. O botão no topo é maior e transparente, mantendo-se o fecho em bride.
Com a Cuca em casa os trabalhos abrandam e "viram-se" para ela. A Purl Bee tinha uns coelhinhos com a função de fantoche de dedo (The Purl Bee, Bunny finger puppets) e resolvi adaptar com o que tinha disponível, acrescentando mais um pinto, para completar o ramalhete da Páscoa. Foi um trabalho a quatro mãos!
(este foi baptizado sugestivamente de Coelho de Marte!)
A terceira banhista junta-se ao grupo com as mesmas características das suas congéneres!
E a notícia da chegada do Sr. Grey, agora rebaptizado de Hans Castorp (foi uma promoção e tanto, apesar da morte anunciada do personagem!!) pela sua nova dona, aqui. Obrigada, Vera!
A Pública de 13 de Março tinha esta fotografia de Gabourey Sidibe ("Precious") que desde então me andou a dançar na cabeça. De lá passou para a mão, da mão para o papel e deste para o tecido. A expressão "a fat lot" é usada comummente de modo irónico, significando o seu contrário...
A Banhista é feita de Pano Cru em Ponto de Cadeia e Atrás bordados em Linha de Algodão de diferentes espessuras. É debruada a Ponto de Festão separado e "recheada" a bolinhas de esferovite.
E, para complementar, o gorrinho, na mesma linha e com as mesmas malhas das botinhas mas com a ordem das cores invertidas e, claro, as orelhitas de...gata!!
Rendo-me às botinhas... é viciante. Estas são em linhas mate e acetinada de algodão, em Malha Meia alta, de Cordão e de Ananás. Acrescentei umas palmilhas em cambraia rosa, "recheadas" a dracalon.
Linha matizada para experimentar a "receita" da minha avó (relembrada pela minha mãe) no que diz respeito a botinhas de bebé. São fáceis, rápidas e... adoráveis!!