segunda-feira, 9 de novembro de 2009

...novo!

Inicialmente a idéia era apenas "colar" as folhas mas pareceu-me que com o bordado ganhariam dimensão e contraste... eu, para além de um vestido novo ganhei... uma bolha no dedo!



O vestido velho morava naquela parte do armário que serve de armazém às coisas que não se conseguem dar porque tem memórias inscritas mas... também não se usam... com a alteração modificou o seu estatuto e agora estou só à espera de um pouco mais de frio para usá-lo!



Folhas recortadas em fazenda de lã, nas cores castanho chocolate, cinza e pêssego, apensas a Ponto de Festão separado e bordadas a Ponto de Pé de Flor ou Haste (as tipo hera) e Ponto de Pluma e Ponto Corrido para o pé (as arredondadas), com linha de algodão beige, nº 12.

Faz hoje vinte anos que acabou, fisicamente, a vergonha que era o Muro de Berlim mas continuam, muitos outros, ainda de pé! Basta lembrar hoje, ainda e para durar, no México, nas Coreias, nas favelas brasileiras, na Índia e Bangladesh e outros, tantos outros, imateriais mas igualmente reais, que nos separam diariamente de quem nos rodeia, a tantos níveis.


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Do velho se faz...


Não tenho conhecimentos suficientes de costura para conseguir pegar num vestido velho e transformá-lo num estruturalmente novo, mas... pode transformar-se a sua aparência!!
Está a demorar mais tempo do que, inicialmente, julguei... para além disso, estou a gostar do rumo que a coisa leva e até já estou com outra ideia...depois mostro, se resultar!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

À procura de inspiração...



Da esquerda para a direita; Confidente, Princesas esquecidas ou desconhecidas..., Philippe Lechermeier e Rébecca Dautremer, 2004;
Fotografia constante em David & Elizabeth Emanuel Style for All Seasons (fotografo não mencionado), 1983;



Le Printemps, George Barbier, 1925, Almanaque de 1926;
Empire-style hobble-skirted gown, George Barbier, 1913, Art Deco Fashions, Paper Dolls, 2005;
La Toilette Délicieuse, George Barbier, 1921, Alamanaque de 1922, primeira e última ilustração do livro Art Deco Vestuário, George Barbier



Vestido desenhado por mim e executado por uma costureira (na altura não tinha máquina de costura...) para usar enquanto esperava a vinda da Cuca. É um modelo em linha A, de fazenda de lã com um toque delicioso mas... estou um pouco farta dele!! Comentários e opiniões sobre flores secas no Brikebrok (que visito frequentemente) trouxeram-me ideias, pelo menos para procurar ilustrações...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Quilted



Seis dias depois, ficou finalmente pronta a manta aos quadradinhos. Teve etapas que me foram um pouco penosas mas... valeu a pena, acho que ficou bonitinha!




Mede 110x80 cm, é acolchoada com cobertor de lã, e tem o rebordo cosido à mão no avesso a ponto escondido. E é muito quentinha e aconchegante!


Ah! e Parabéns aos queridos Wallace & Gromit e aos Estúdios Aardman!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Direito e avesso



Resolvi fazer a "sanduiche" com manta de lã... não fica tão delicado como com baeta de algodão nem tão fofinho como com pasta de enchimento mas fica forte, robusto e tem uma vantagem adicional... reutiliza cobertores velhos que de outra forma se desaproveitariam. Este estava roído e puído em algumas partes e ficou maravilhosamente na minha manta aos quadradinhos. A parte de baixo da "sanduiche" é, também, um aproveitamento de uma mantilha que tinha pingos de cera impossíveis de demover...
Fica só a faltar o rebordo que é o que me está a custar mais, apesar de o acolchoamento não ter sido fácil por via da minha máquina ser tão básica que nem sonhava em fazer tal. Não sem alguns puxos e engelhas!!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A Cuca, a Quica e as criaturas da noite


Por mais que se faça, os nossos meninos trazem da escola coisas boas e coisas com as quais nem sempre concordamos... posto isso, há que triar: o que, de facto, é importante não trazer e o que pode passar incolumemente... um dos casos é o Halloween, que mais me chateia por vir da "cultura" da televisão sem sequer se dar importância à sua verdadeira origem!

Mas, os pares são fortes... assim entrámos numa política de compromisso: pode fazer-se, mas sem exageros. A escolha - de pendor gótico - foi dela: um morcego na face, uma mosca na trança, uma aranha ao peito, uma caveira na mão e roupa em tons mais escuros.

Infelizmente, tudo o que é mal importado trás disparate: o day after trouxe uma visão de contentores de lixo derrubados, floreiras e papeleiras esventradas, e uma mistura arrepiante de farinha com ovos nas ruas e em algumas portas... abracemos, portanto, as tradições alheias!!

Mas nem tudo são espinhos!
O nosso vizinho encontrou e adoptou a Quica, encontrada na rua em condições degradantes. Por ter penado ficou com o que eu chamo de uma personalidade grata, o que faz dela um cadelinha adorável que tudo permite, pacientemente. A sua pacatez, por contraste com a turbulência do meu Argos, fez as delícia da Cuca, que a trouxe de visita por algumas horas (enquanto o vizinho, simpaticamente, recebeu o nosso cão!!)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Croma



O sashing e os cornerstones foram determinado pela quantidade de tecidos, o que significa que não fui eu que escolhi as cores, antes elas se direccionaram para determinado lugar... mas acho que correu bem ... o binding será da cor que há em maior comprimento!!