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29.10.10

Someone's gotta give

Não permitimos televisão no quarto, nem a todas as horas, não queremos o telemóvel que todos os meninos (já) usam, não compramos o último brinquedo da moda porque sim... mas há coisas em que temos de ceder: o Halloween não é nosso, mas é inegavelmente um sucesso entre a garotada; assim sendo... seja (mas com o que há em casa e se possa reutilizar)!



19.6.10

O ano da morte de José Saramago



A perda é nossa, mas a obra também.
Sem palavras porque as dele dizem mais....


11.6.10

Das Festas

No final do ano é assim, as crianças são chamadas a mostrar as competências adquiridas aos papás babados... ou então, simplesmente, uma diversão para todos. Também há os casos de comemorações de dias  oficiais ou  históricos. Tudo cabe no final do ano lectivo!

A Cuca fez A História da Carochinha e do João Ratão no Conservatório, devidamente cantada por Carochinhas multiplicadas que criaram e elaboraram o próprio cenário:

E, para a celebrar os 100 anos da República, houve um desfile protagonizado pelas crianças do agrupamento de Aveiro... com direito a polémica caseira! O facto de haver uma escola que havia escolhido vestir as crianças com simulacros das fardas da malfadada Mocidade Portuguesa fez encrespar sensibilidades. Confesso que, quando soube, não percebi a intencionalidade e achei que, fora do seu contexto, seria, no mínimo, estranho. Mas radicalizar, ainda por cima sem o total conhecimento da situação, equipara-nos aos extremistas... 
As diversas escolas percorreram percursos pela História, cada uma seguindo determinado tema ; a da Cuca escolheu o povo anónimo (A Cuca optou por vender galinhas !!!): houve a parte do Regicídio, a da aclamação da República, a parte em que se explicou que esta república vinha "disfarçada" de ditadura... e aí houve lugar para explicar a questão das escolas que não eram mistas, das censuras e a entrada da mocidade na tal instituição. Seguiram os congressos da oposição democrática e o 25 de Abril. No final ouviu-se a Banda e o cantou-se o hino. Não terá sido a mais fiel das reconstituições e algumas escolhas, em detrimento de outras, são passiveis de discussão... mas deu às crianças uma ideia do passado, ideia essa que cabe aos pais e educadores completar. Sem assuntos proibidos!

Os símbolos descontextualizados, principalmente os que tem tal carga negativa são, de facto, perigosos.. mas não o é menos omiti-los debaixo do tapete, à espera que o seu cheiro nauseabundo não se escape por qualquer fresta. Quanto aos fantasmas, pela minha óptica, é sempre melhor arejá-los...  

 
 

21.5.10

Biodiversidade


Dia 22 de Maio, dia da BIODIVERSIDADE 
(Todas as fotos foram tiradas em Portugal, onde -ainda- há tanta diversidade...)

Mais no


















































20.5.10

Oito Anos de Independência

20 de Maio de 2002 é dia da celebração da Independência de Timor Leste; oito anos depois (para mim nove!), algumas recordações...


Baucau (Nonoi, Luzita e Arui)


Entre a praia de Tutuala e a ilha de Jaco


Díli (vendedores de Ataúro)


Los Palos (Tecelã de tais)


Laga ao amanhecer


...e um poema de Ruy Cinatti

Quanto mais me aprofundo
Mais longas praias avisto
E orlas marítimas onde só a espuma
Tem a brancura nítida
Da verdade que evito.

24.4.10

25 de Abril

23.4.10

Dia do Livro







Em 1972 viviam-se tempos cinzentos, apesar da minha infância colorida. Mas mesmo no espectro de cinzentos à pontos mais claros.
Este Livro da Mulher tem uma abrangência que vai desde os jogos Olímpicos de Munique até saber tirar nódoas várias de superfícies várias, passando pela decoração, saúde, plantas de interior e exterior, moda, culinária portuguesa e estrangeira... as minhas áreas preferidas são as dos brinquedos para crianças e, claro, das artes com linhas.
Neste dia do Livro pareceu-me uma boa escolha.

22.4.10

Um saco azul para o planeta azul







Para comemorar o dia da Terra, um saco que evite desperdício dos de plástico! Este foi feito a partir de um Patchwork que não tinha destino, aproveitando outros tecidos que já tinha. A diversidade dos tecidos (ainda que todos de algodão) serve o propósito do reaproveitamento, o da reciclagem e é, ainda, uma pequena homenagem à diversidade da Terra. O saco é forrado e tem, no seu interior, um bolso (de umas calças de ganga desaproveitadas). Com as sobras acrescentei uma carteira para os trocos, com uma pequena alça.
Vai, a seguir para a Loja.

E, porque hoje é o dia da Terra:

AS DUAS MÃOS DA TERRA

Eu procurei e era vapor ou sonho
e era o mundo, o rumor do estio
com os seus barcos de folhagem entre as pedras
e o sol por sobre os muros, a linguagem
dos gestos quase imóveis no ardor
monótono e sombrio de uma brancura
que vencia o tempo e era o ombro
e o seio da terra entre o verde e a cinza.
Eu procurava e recebia o sopro
de um fogo em labirintos áridos
e a violência reunia-se num flanco
vermelho, companheira
que ardia adormecida e se elevava
sem sobressaltos à nudez do cimo.
Era como se a terra amasse o sonho
e com a mão de fogo e a mão de água
desenhasse o instante da primeira
alegria divina. Eu recebia
as formas que se abriam e encerravam
em círculos vagarosos de uma matéria pura.

As Duas Mãos da Terra, Acordes, 1989, António Ramos Rosa

9.3.10

A loja de Penélope



A pedido de várias famílias...
...dou por inaugurada a Loja (o íconzinho lá em cima dá acesso) que apresenta para venda e/ou encomenda algumas das peças que figuram na Panóplia e que resultam da minha vontade e imaginação. Para visitar, comentar e ...
A etiqueta foi generosamente oferecida por João Mourão.

8.3.10

Dia internacional da Mulher


Audrey Hepburn, Breakfast at Tiffany's, Blake Edwards, 1961


Josette Day, La Belle et la Bête, Jean Cocteau, 1946


É por ti que escrevo que não és musa nem deusa
mas a mulher do meu horizonte
na imperfeição e na incoincidência do dia-a-dia
Por ti desejo o sossego oval
em que possas identificar-te na limpidez de um centro
em que a felicidade se revele com um jardim branco
onde reconheças a dália da tua identidade azul
É porque amo a cálida formosura do teu torso
a latitude pura da tua fronte
o teu olhar de água iluminada
o teu sorriso solar
é porque sem ti não conhecia o girassol do horizonte
nem a túmida integridade do trigo
que eu procuro as palavras fragrantes de um oásis
para a oferenda do meu sangue inquieto
onde pressinto a vermelha trajectória de um sol
que quer resplandecer em largas planícies
sulcado por um tranquilo rio sumptuoso

António Ramos Rosa, É por ti que escrevo que não és musa nem deusa, O teu Rosto, 1994

Por todas as mulheres do Mundo...

6.1.10

Dia de Reis



Poema do Fecho Éclair

Filipe II tinha um colar de oiro,
tinha um colar de oiro com pedras rubis.
Cingia a cintura com cinto de coiro,
com fivela de oiro,
olho de perdiz.

Comia num prato
de prata lavrada
girafa trufada
rissóis de serpente.
O copo era um gomo
que em flor desabrocha,
de cristal de rocha
do mais transparente.

Andava nas salas
forradas de Arrás,
com panos por cima,
pela frente e por trás.
Tapetes flamengos,
combates de galos,
alões e podengos,
falcões e cavalos.

Dormia na cama
de prata maciça
com dossel de lhama
de franja roliça.
Na mesa do canto
vermelho damasco,
e a tíbia de um santo
guardada num frasco.

Foi dono da terra,
foi senhor do Mundo,
nada lhe faltava,
Filipe Segundo.

Tinha oiro e prata,
pedras nunca vistas,
safiras, topázios,
rubis, ametistas.
Tinha tudo, tudo,
sem peso nem conta,
bragas de veludo,
peliças de lontra.

Um homem tão grande
tem tudo o que quer.

O que ele não tinha
era um fecho éclair.

António Gedeão, Poemas Escolhidos, Edições João Sá da Costa, 10.ª edição, 2006

Bom dia de Reis!

31.12.09

Nova década


Amor, saúde, diversão, felicidade, dinheiro, enfim... o que cada um quiser para o ano que entra hoje:

Bom Ano Novo!

18.12.09

Histórias de Diabos


No Teatro Aveirense, no dia 19 de Dezembro, às 16:30h. Para mais informações, clicar AQUI!

9.11.09

...novo!

Inicialmente a idéia era apenas "colar" as folhas mas pareceu-me que com o bordado ganhariam dimensão e contraste... eu, para além de um vestido novo ganhei... uma bolha no dedo!



O vestido velho morava naquela parte do armário que serve de armazém às coisas que não se conseguem dar porque tem memórias inscritas mas... também não se usam... com a alteração modificou o seu estatuto e agora estou só à espera de um pouco mais de frio para usá-lo!



Folhas recortadas em fazenda de lã, nas cores castanho chocolate, cinza e pêssego, apensas a Ponto de Festão separado e bordadas a Ponto de Pé de Flor ou Haste (as tipo hera) e Ponto de Pluma e Ponto Corrido para o pé (as arredondadas), com linha de algodão beige, nº 12.

Faz hoje vinte anos que acabou, fisicamente, a vergonha que era o Muro de Berlim mas continuam, muitos outros, ainda de pé! Basta lembrar hoje, ainda e para durar, no México, nas Coreias, nas favelas brasileiras, na Índia e Bangladesh e outros, tantos outros, imateriais mas igualmente reais, que nos separam diariamente de quem nos rodeia, a tantos níveis.


24.10.09

Quarenta



Colheita de 1940 para... celebrar os quarenta...

21.10.09

Tenderly

A chuva tornou... o nosso passeio diário hoje teve a sua companhia... e enquanto saltitávamos para evitar as poças lembrei-me do Tenderly (the evening breeze carressed the trees tenderly /the trembling trees embraced the breeze tenderly... não me lembro quem cantava!)...



mas, perante intensidade do aguaceiro, (e na ausência de chapéu de chuva, gabardine ou, sequer, botas de borracha) a atitude do meu personal Argus foi, muito aproximadamente, a de uma sugestão premente para que voltássemos para casa... a sua provecta idade já pouco aprecia este tipo de brincadeiras...

...é melhor uma toalhinha,

e um descanso reparador!

13.10.09

Portaria 1226/2009


A primeira vez que fui ao Circo andava na escola primária. Saí de lá a chorar por me ter impressionado com os animais presos e (pela minha noção de criança) tristes. Tornei ao circo uma vez mais, apenas para confirmar sensação igual. É por isso que esta portaria (cujo texto pode ser lido aqui), que hoje entra em vigor, me enche as medidas e me faz acreditar que pode haver leis para proteger quem precisa. Neste caso específico, a lei proíbe a posse, guarda e reprodução de animais selvagens, listando os vários espécimes. Salvaguarda os zoológicos e parques biológicos onde os animais possam ter, pelo menos, simulacros do seu habitat e prevê a criação de centros de recuperação para animais que deles necessitem antes de serem devolvidos ao seu próprio meio.
Nas fotos, do Oceanário de Lisboa, a manta que foi devolvida ao mar, por via do seu enorme tamanho e uma lontra, obviamente feliz!!

22.9.09

Hanging Quilt




E pronto... finalmente posso tirá-lo do sistema... desde Junho que por cá anda e não havia meio de terminá-lo, com tanta desavença que lhe aconteceu!! Mas acabou por valer a pena... as pequenas imperfeições acabaram por lhe dar carácter.
Tem um pequeno debrum em algodão colorido e depois o exterior, maior, com os cantos mitrados de que tanto me orgulho. Está acolchoado à máquina (sem o pé adequado, daí os pequenos problemas!!!) com pasta de enchimento comum (acabou-se a de algodão!!). Mede aprox. 38cm x 50cm


E, já agora, as boas vindas ao Outono, que é a minha estação preferida!







1.6.09

Serralves no Museu





Da Colecção da Fundação de Serralves... quatro entre mais de duzentas...